Dia_da_liberdade

Se há histórias que valem a pena contar, a de uma revolução pautada por canções e cravos é, sem dúvida, uma delas. A história de um povo oprimido por um regime ditatorial durante 48 anos que reagiu e protestou para ter a sua voz.
A Revolução de 25 de Abril faz hoje 44 anos e ditou o início da liberdade de expressão política e social dos portugueses. A queda do regime de censura foi um marco histórico desencadeado por militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho. Estes utilizaram a transmissão radiofónica de duas canções como contra-senhas que despoletariam a revolução: “E Depois do Adeus”, de Paulo Carvalho e “Grândola Vila Morena”, de Zeca Afonso. “Grândola Vila Morena” marcou o Dia da Liberdade, não só por ter sido contra-senha para confirmar o avanço do movimento golpista, mas também pelo seu cunho revolucionário e de protesto.

Como forma de agradecimento, os populares portugueses em Lisboa ofereceram cravos vermelhos aos soldados que as colocaram nos canos das espingardas. O desejo de democracia da população portuguesa foi traduzido por essa flor que agora é símbolo da Revolução dos Cravos.

Hoje falamos de um golpe militar que em vez da força utilizou a música. Com orgulho falamos de uma revolução não violenta, mas determinante para a definição do povo Português. Por isso, o Mar d’Estórias comemora a importância deste dia, para Portugal, bem como, sublinha a relevância das músicas revolucionárias e o seu impacto na sociedade oprimida.

Canções de intervenção e protesto estão disponíveis e podem ser hoje ouvidas no Mar d’Estórias.