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azeitonas britadas

Azeitonas britadas, um petisco na mesa Algarvia

A colheita das azeitonas no Algarve começa após os primeiros aguaceiros de Outono. No Sul de Portugal, a azeitona da espécie maçanilha é a mais utilizada para “britar” por se encontrar já grande, carnuda e quase madura, no final de Setembro, princípios de Outubro. Colhida ainda com cor verde, a azeitona é “britada” com preceito, rigor e alguns truques. Continuar a Ler

De figos e amêndoas se fazem os doces Algarvios

A doçaria Algarvia deve muito à herança árabe e à influência da doçaria conventual (séc. XVIII), adaptada ao que existia localmente. Falamos essencialmente de doces à base do figo e da amêndoa. Deste conjunto de ingredientes e saberes “resultou um património de doces e bolos algarvios cuja diversidade e notoriedade são reconhecidas pela sua excelência”1 e não só! Continuar a Ler

Os amendoins nascem das árvores?

Apesar de vivermos à beira-mar, a região Algarvia é rica em costumes relacionados com a terra e a agricultura. Estamos na época da apanha do amendoim e o Mar d’Estórias debruçou-se sobre todo o processo associado ao cultivo da dita alcagoita, como é por aqui denominada.

A cultura de quatro meses começa em Maio altura em que se semeia o amendoim debulhado e seco. Assim contam os irmãos José João, mais conhecido por Zé Pataco, e Armindo de Jesus do Vale Juncal, de 81 e 85 anos respectivamente. Estes ainda cultivam as suas terras com amendoim para consumo próprio e para venderem no mercado.

Ao passar o Rogil e virando para a praia da Barradinha, podemos ver um pedaço de terra onde as pequenas ramas florescem. Os amendoins não nascem em árvores, no entanto, ao longe as suas ramagens podem ser confundidas com a das plantações de ervilhas. Vingam em solos pobres e arrancam-se da terra como é feito com as cenouras, secando, de seguida, ao sol por cerca de uma semana.

Zé Pataco comenta que “antigamente só se começava a apanhar a 25 de Setembro, entre a Feira de Aljezur e a de São Miguel” e que, mesmo actualmente, não é necessário que a rama seque para que a apanha comece. Aqui, respeitam-se as especificidades das terras onde são plantadas as alcagoitas: “as terras é que mandam. Reguei quase pouco demais…aqui fiz 12 dias de rega”.

Hoje em dia a colheita continua a ser feita manualmente. As manhãs e as tardes são passadas a separar cada planta da vagem e depois a dispor as alcagoitas no sítio de secagem. Todavia, Armindo afirma que “à antiga utilizava-se uma canastra de vime com asas. Colocava-se um pau a atravessar as asas, punha-se uma saca nas pontas e ia-se batendo a rama para fazer cair as alcagoitas para a saca”. Ou seja, o método é ainda tradicional e não muito diferente dos primeiros tempos.

O amendoim é, por nós Portugueses, muito apreciado a acompanhar uma cerveja, entre amigos. Não obstante é um produto natural que alia inúmeros benefícios para a saúde, sendo fonte de fibra e energia, ajuda na saciedade, e é rico em ómega-3 o que promove a diminuição da inflamação, protege o coração contra doenças cardíacas e auxilia no funcionamento regular do intestino.

Queremos dar-lhe a conhecer a diversidade da cultura Algarvia e os benefícios do amendoim, por isso, temos ao dispor amendoins torrados e manteiga de amendoim de produção local. Sempre que possível, a Chef Megan aproveita para incluir este ingrediente nas suas sobremesas, como é o caso da deliciosa Alcagoita de Aljezur que consiste em bombons de amendoim, chocolate e gelado de banana da Madeira. Convidamo-lo/a a visitar o Mar d’Estórias onde a alcagoita Algarvia tem um lugar de destaque bem merecido.

Rancho Folclórico de Odiáxere

É a reviver o conhecimento de um povo e o saber da vida das gentes que identificamos a nossa cultura. O património enraizado nas vestes, músicas e coreografias levou o Mar d’Estórias a contactar Luís Morgado, Presidente do Rancho Folclórico e Etnográfico de Odiáxere, para redescobrir o quotidiano do povo Português de antigamente. Continuar a Ler

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A Costa Vicentina de João Mariano

O forte sentimento de pertença que o Mar d’Estórias tem pela Costa Vicentina é partilhado, vivido e captado pelo fotógrafo João Mariano que, durante vários anos, tem dedicado o seu trabalho a captar os recortes das falésias, a fúria do Atlântico, os pormenores da natureza e os costumes deste pedaço de paraíso que é a Costa Vicentina. Continuar a Ler

Sabonetes descobrimentos

Há 10 anos a perfumar Portugal

Hoje, o Mar d’Estórias fala da 100ml – uma empresa criadora de marcas e perfumes que dá importância aos costumes do nosso país. Fundada há 10 anos por Luís Miguel Pereira, a 100ml valoriza os aromas e essências criados pela alta perfumaria nacional. Continuar a Ler